Por:Cleber Sena - 01/04/2025.
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Foto:Divulgação |
A partir da terça-feira (1º), os preços máximos dos medicamentos no Brasil sofrerão um reajuste de até 5,06%. O percentual, que estabelece um teto para os aumentos, foi aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e corresponde à inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até fevereiro deste ano.
Apesar do reajuste autorizado, integrantes do governo destacam que nem todos os medicamentos terão aumento no limite máximo permitido.
A expectativa é que a média dos reajustes fique em torno de 3,83%, o menor percentual registrado desde 2018. Esse valor considera três categorias do setor farmacêutico: mercados mais concentrados, intermediários e os de maior concorrência.
Outro ponto importante é que o reajuste não ocorre de forma automática. Ou seja, não significa que todos os medicamentos estarão mais caros imediatamente. As farmácias podem aplicar o aumento integralmente ou de forma gradativa ao longo do ano, desde que respeitem o teto de 5,06% até março de 2025, quando uma nova definição será feita pela CMED.
O índice de reajuste é calculado com base na inflação do período, além de outros fatores como produtividade das indústrias farmacêuticas, variações cambiais, custo da energia elétrica e o nível de concorrência no setor. O objetivo da regulamentação é evitar aumentos abusivos que comprometam o acesso da população aos medicamentos essenciais.
No ano passado, o teto estabelecido para o reajuste foi de 4,5%, refletindo a inflação acumulada até fevereiro de 2024. O novo percentual representa um aumento maior em relação ao ano anterior, mas segue dentro das previsões econômicas.
Com a atualização dos preços, consumidores devem ficar atentos às variações entre farmácias e às opções de desconto oferecidas por programas de fidelidade e iniciativas como o “Farmácia Popular”.
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